Bolsonaro ataca imprensa, critica governadores e pede fim do ‘confinamento em massa’

Jair Bolsonaro. Foto: Presidência da República

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou na noite desta terça-feira (24) que a crise causada pelo avanço do coronavírus no Brasil “[em] breve passará”. Em pronunciamento, o mandatário da República criticou medidas restritivas adotadas por governadores e prefeitos, sem citar nomes, e convocou o país a “voltar à normalidade”.

Segundo o chefe do Executivo, os brasileiros devem “abandonar o confinamento em massa”, pois “o grupo de risco é das pessoas acima de 60 anos”.

Ainda em seu discurso oficial, Bolsonaro, que foi paraquedista no Exército, criticou o fechamento de escolas e medidas mais severas de distanciamento social.

“Por que fechar escolas? Raros são os casos fatais de pessoas sãs, com menos de 40 anos de idade”, questionou, antes de dizer que ele próprio, apesar de ter 65 anos, sentiria apenas uma “gripezinha”, um “resfriadinho”, já que tem “histórico de atleta”.

A imprensa também foi atacada e ironizada pelo chefe do Executivo por, segundo ele, ter criado uma “verdadeira histeria” sobre os riscos do Coronavírus. O presidente destacou ainda que a Itália, país que mais sofre as consequências da pandemia atualmente, “tem grande número de idosos e um clima completamente diferente do nosso”.

As medidas de quarentena foram anunciadas pelos governos estaduais de São Paulo e Rio de Janeiro. Nesta quarta-feira (25), os governadores do Sudeste irão se reunir com Bolsonaro por videoconferência. Estarão presentes o governador de São Paulo João Doria e do Rio de Janeiro, Wilson Witzel.

O presidente falou três vezes durante o pronunciamento em combater o “pânico” e a “histeria”. Também demonstrou otimismo em relação ao surgimento de uma cura para o novo coronavírus. Como o presidente norte-americano Donald Trump, Bolsonaro citou em seu pronunciamento a cloroquina .

A fala, transmitida em rede nacional de rádio e televisão foi recebida com “panelaço” em vários estados brasileiros. Veja a íntegra da mensagem:





 

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