Após recuar nas críticas, líder do PSL volta a chamar Bolsonaro de ‘vagabundo’

Delegado Waldir e Jair Bolsonaro. Foto: Montagem Luis Macedo/Câmara dos Deputados e Marcelo Camargo/Agência Brasil

Delegado Waldir e Jair Bolsonaro. Foto: Montagem Luis Macedo/Câmara dos Deputados e Marcelo Camargo/Agência Brasil

Um dia após recuar nas críticas, o líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir, voltou a atacar nesta sexta-feira (18) o presidente Jair Bolsonaro.

Em entrevista ao jornal “O Estado de S. Paulo”, Waldir afirmou que Bolsonaro está “comprando” deputados com “cargos e fundo partidário” para alçar o filho, Eduardo Bolsonaro, ao posto de líder da bancada e voltou a chamar Jair de “vagabundo”.

“Eu não menti. Ele me traiu. Se precisar, eu repito dez vezes. Eu fui um dos quatro votos para ele (na disputa pela presidência da Câmara, em 2016), contrariando meu partido na época, o PR. Votei no Bolsonaro. Recusei R$ 2,5 milhões de emendas parlamentares na época e vim para o PSL. Andei 246 municípios no sol. Fui chamado de louco ao defender Bolsonaro. Ele nunca me recebeu e agora me traiu ao pedir ao Bivar, por proposta do Major Vitor Hugo e do governador de Goiás Ronaldo Caiado, o diretório do Estado. Então, é vagabundo”, atacou  Waldir ressaltando que “a única finalidade do governo hoje é me derrubar da liderança do PSL”.

Em relação a bacanda do PSL ainda votar com o governo, Delegado Waldir disse que não haverá consenso em todas as pautas: “Qualquer conduta do presidente de tentar inibir os órgãos de combate à corrupção não terá nosso apoio, como já foi feito com o (Conselho de Controle de Atividades Financeira) Coaf, com enfraquecimento
da Polícia Federal, do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, a ação do governo em relação à CPMI das Fake News”.

Sobre a atuação do deputado Daniel Silveira, que gravou a conversa em que Waldir diz que “implodir” Bolsonaro, ele prometeu que irá pedir a cassação do colega de partido.

“Ele não atacou ao partido, atacou ao Parlamento, ao gravar vários deputados. Isso é Conselho de Ética e apuração criminal. Vamos pedir, assim como foi feito com Eduardo Cunha (ex-presidente da Câmara, atualmente preso), que é a cassação. O PSL vai fazer esse pedido”, afirmou.

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