Após Doria anunciar ButanVac, Governo Federal diz já ter outros pedidos de testes de vacina

Marcos Pontes. Foto: Agência Brasil

Horas depois de João Doria (PSDB) anunciar a ButanVac, o ministro de Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, comunicou em entrevista coletiva nesta sexta-feira (26) que uma outra candidata a vacina contra a Covid-19, apoiada pelo Governo Federal, solicitou na quinta-feira a autorização para testes em voluntários.

O governo de São Paulo, liderado pelo tucano, havia informado mais cedo que seria feito pedido à Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Anvisa, para autorização dos testes da Butanvac, o que chamou de a “primeira vacina brasileira”.

A coincidência agitou o meio político, dando a impressão de uma disputa entre os governos do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e João Doria, ferrenhos adversários políticos, desde o agravamento da pandemia no país; “No meu ponto de vista, não tem nada a ver um ponto com o outro. Coincidência, bom para o país”, disse refutando a tese o ministro Pontes, sem citar porém, nem o Butantan, nem a ButanVac.

Pontes informou que o governo federal investiu em quinze protocolos de pesquisa de uma nova vacina: “Três dessas vacinas avançaram nos pré-testes e agora elas estão entrando na fase dos testes clínicos. Uma dessas vacinas já tem o protocolo registrado na Anvisa para testes clínicos”.

Ele ainda acrescentou que o projeto mais adiantado é da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, que o nome do imunizante é Versamune-CoV-2FC e a pesquisa coordenada por Célio Lopes Silva, da Faculdade de Ciências Médicas da USP em parceria com a empresa brasileira Farmacore Biotecnologia e a PDS Biotechnology Corporation.

“Os resultados dos estudos não-clínicos (toxicidade e imunogenicidade) obtidos até o momento demonstram qualidade e competitividade para ser um sucesso nacional e global no controle da Covid-19. A vacina demonstrou capacidade de ativar todo o sistema imunológico; imunidade humoral, celular e inata, induzir memória imunológica e proteção de longo prazo”, informou.

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