Ao comentar tragédia em escola de Suzano, Rodrigo Maia diz que flexibilizar porte de arma seria ‘barbárie’

Escola Raul Brasil, em Suzano. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Escola Raul Brasil, em Suzano. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Ao comentar o ataque realizado em Suzano por atiradores armados dentro de uma escola em Suzano, na região metropolitana de São Paulo, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, chamou de “barbárie” a ideia de se flexibilizar o porte de armas em áreas urbanas.

“O porte não deve ser tão liberado assim. O que eu espero é que alguns não comecem a dizer que se os professores estivessem armados ia resolver o problema, pelo amor de Deus”, disse Maia.

Durante o dia, o líder do PSL no Senado, Major Olímpio, fez tal afirmação. O senador, um dos mais destacados apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, tem como suas principais pautas a revogação do estatuto do desarmamento e a redução da maioridade penal. Já o senador Flávio Bolsonaro atribuiu a tragédia a um fracasso do estatuto do Desarmamento, Maia reiterou sua posição após ser informado por jornalistas.

“Eu não sei, porque estava em reunião até agora. Quem falou, juro que não estava sabendo, peço que essas pessoas pensem um pouquinho nas vítimas dessa tragédia e compreendam que o monopólio da segurança pública é do Estado, não é responsabilidade do cidadão. Se o Estado não está dando segurança, a responsabilidade é dos gestores da segurança pública. Já não basta o debate sobre posse, mas agora um pedido desse que não é posse, é discussão sobre porte em área urbana, aí nós passamos para uma proposta de barbárie no nosso Brasil, que não deve avançar”, afirmou o presidente da Câmara.

Carro usado pelos atiradores de escola em Suzano. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Carro usado pelos atiradores de escola em Suzano. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

A polícia identificou os autores do tiroteio que matou oito pessoas, sendo quatro adolescentes, na escola estadual Raul Brasil, em Suzano. Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25 anos atiraram contra alunos e funcionários e cometeram suicídio.

O comandante-geral da Polícia Militar, Marcelo Salles, informou que os dois autores dos tiros usaram um revólver calibre 38 e uma arma medieval semelhante a um arco e flecha.

A Escola Estadual Raul Brasil tem alunos apenas a partir da 5ª série. São 1.067 estudantes no total, a maior parte deles no ensino médio (693), boa parte nos anos finais do ensino fundamental (358) e alguns na educação especial (16), segundo informações de 2017. Ao todo, são 105 funcionários. Num prédio anexo, funciona um centro de estudo de línguas.

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