Anvisa defende que só pessoas vacinadas entrem no Brasil; Bolsonaro é contra

Fachada do edifício sede da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Fachada do edifício sede da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária propôs que o governo federal cobre o certificado de vacinação contra a Covid-19 como condição para liberar a entrada de viajantes no Brasil.

A agência enviou parecer defendendo que só pessoas imunizadas entrem no país ao Palácio do Planalto no último dia 12, mas não recebeu resposta. Segundo relatos de integrantes do governo, a Anvisa sugere endurecer as regras tanto para cruzar as fronteiras terrestres como para voos internacionais.

Defendendo opiniões contrárias à eficácia dos imunizantes, o presidente Jair Bolsonaro quer apenas abrir as fronteiras, sem cobrar o “passaporte da vacina”, informa o jornalista Mateus Vargas da “Folha de São Paulo”.

Bolsonaro disse nesta quarta-feira (24) que prefere abrir as fronteiras. Ele afirmou que conversou com o presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres, sobre o assunto.

Sustentando opiniões que representam uma cedência a pressões econômicas, o presidente afirmou que “tem a questão da economia, turismo, um montão de coisas. E o vírus, já falei para vocês, tem de conviver com ele”.

A estratégia da Anvisa é evitar que o aumento de casos da Covid-19 registrado na Europa, entre outros locais, ocorra no Brasil.

Hoje o governo cobra a apresentação do teste RT-PCR, mas não exige quarentena, apesar de a agência reguladora sugerir esta medida há meses.

As regras sobre a entrada no Brasil durante a pandemia são definidas por portarias assinadas pelos ministérios da Casa Civil, Saúde e Justiça, com base em recomendações da Anvisa.

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