Você sofre de enxaqueca? O seu problema pode estar na boca

Dor de cabeça. Foto: Reprodução de Internet

Dor de cabeça. Foto: Reprodução de Internet

A enxaqueca é uma cefaleia (dor de cabeça), de origem neurológica e é considerada uma doença crônica que afeta 15% da população brasileira.

Os sintomas mais comuns da enxaqueca são dor latejante em um ou nos dois lados da cabeça, incômodo com luz e barulho e enjoo. Além de uma de suas causas ser genética, outros fatores desencadeadores das enxaquecas são noite mal dormida, jejum, stress e ansiedade, ciclo hormonal (como a TPM), excesso de cafeína, exercícios físicos, consumo de alguns alimentos e uso exagerado de analgésicos. No entanto, uma pesquisa realizada recentemente pela Universidade da Califórnia, constatou que bactérias encontradas na boca também tem relação direta com a enxaqueca.

No estudo, foram analisadas 172 amostras orais e 1.996 amostras fecais. Foi concluído, que indivíduos que sofrem de enxaqueca possuem diferentes quantidades de espécies bacterianas, comparado com os que não sofrem da patologia.

Por ser uma doença neurológica, outra amostra da pesquisa constatou também que genes codificadores de nitratos, nitritos e óxido nítrico são encontrados em uma abundância significativa em portadores de enxaqueca.

A Doutora Cristina Gottlieb, ortodontista e proprietária da clínica The Dental SPA, comenta e explica a pesquisa americana.

“Os nitratos são substâncias no organismo que são comuns na causa de enxaqueca. O que acontece, é que as bactérias orais, quando entram em contato com os nitratos dos alimentos, os reduzem a nitritos, que, quando caem na corrente sanguínea, viram óxido nítrico, que por sua vez, também desencadeia crises de enxaqueca”, explica.

Segundo a ortodontista, pessoas que sofrem desse tipo de cefaleia, mesmo com boa saúde bucal, ainda podem vir a ter crises de enxaqueca, mas manter a boca livre de bactérias pode diminuir as chances consideravelmente.

“Quando o indivíduo tem uma saúde bucal pobre, o problema duplica, pois são as bactérias orais que irão transformar o nitrato dos alimentos em óxido nítrico e aumentar as chances de uma crise. Mesmo com idas regulares ao dentista e seguindo as recomendações, se esta pessoa não cuidar da dieta e continuar consumindo alimentos que contenham nitrato, o problema persistirá. Em menor escala, mas persistirá”, afirma.

De acordo com a médica, alimentos como linguiça, salsicha, presunto, salame e bacon, além de alguns queijos e vegetais, contem uma alta concentração de nitrato.

“Utilizar enxaguantes bucais e ter uma boa escovação, são ótimas formas de diminuir as bactérias da boca. Porém, outras bactérias podem ser originadas em placas, gengivites, cáries e outros problemas bucais. Então, consultar com um dentista regularmente também é muito importante”, conclui a especialista.

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srzd



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