9 mitos e verdades sobre o câncer de mama

Câncer de mama. Foto: Divulgação

Câncer de mama. Foto: Divulgação

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), 60 mil novos casos de câncer de mama podem ser diagnosticados no Brasil. Como é o câncer de maior incidência entre as mulheres, a informação é uma arma importante para o diagnóstico precoce e, consequentemente, melhor resposta ao tratamento. Reunimos abaixo as orientações do mastologista Evandro Fallacci Mateus, da Clínica da Mulher do Hospital 9 de Julho, sobre os principais mitos e verdades relacionados ao câncer de mama. Confira:

1. Apenas mulheres acima dos 50 anos podem ter câncer de mama – MITO

Apesar de ser raro, existem mulheres que desenvolvem a doença mais cedo do que a maioria por uma predisposição genética ou por outros fatores como exposição excessiva de radiação na região do tórax. “Por isso, é muito importante fazer o autoexame e ir ao ginecologista regularmente”, explica o Dr. Mateus.

2. Se diagnosticada no início, a doença costuma ter cura – VERDADE

O diagnóstico precoce do câncer de mama pode aumentar consideravelmente as chances de cura, em até 90%. A forma mais eficaz de evitar a evolução da doença é a realização de exames periódicos. O único exame capaz de diminuir a mortalidade pelo câncer de mama é a mamografia.

3. Homens não tem câncer de mama – MITO

O câncer de mama se origina no tecido mamário presente em homens e mulheres. A neoplasia, porém, é rara em homens, não existe exames de rastreamento para os homens que devem apenas realizar o auto exame regularmente. Homens que usam algum tipo de anabolizante ou que tem diagnóstico de obesidade podem ter aumento das mamas e por isso devem procurar um Mastologista.

4. Existem tipos diferentes de câncer de mama – VERDADE

Hoje, já é possível identificar diversos tipos de câncer de mama levando em consideração as características biológicas de cada um deles.Com a definição dos perfis de cada tumor, é possível definirmos o tratamento ideal para cada tipo como quimioterapia, radioterapia, hormonioterapia e até a cirurgia. Em alguns casos podemos optar pela quimioterapia antes da cirurgia, em outros podemos evitar a Radioterapia e na maioria deles faremos todas as etapas para diminuir a chance de novos casos no futuro. Essas decisões dependem de muitos fatores e por isso os tratamentos são quase que personalizados, cada caso deve ser discutido de maneira multidisciplinar levando em consideração sempre o melhor tratamento cientificamente comprovado.

5. Somente mulheres idosas devem realizar a mamografia – MITO

A mamografia está garantida por lei a partir dos 40 anos. Mulheres com histórico familiar de câncer de mama e/ou ovários devem iniciar a prevenção antes e a idade correta precisa ser definida por um médico.

6. A mamografia também detecta lesões menores na mama – VERDADE

A mamografia ainda é o único exame capaz de reduzir mortalidade pelo câncer de mama, é eficaz para detectar lesões iniciais e não palpáveis. Essas lesões são classificadas de acordo com risco de evolução para o câncer.

7. Se o resultado da mamografia der alterado a paciente está com câncer – MITO

Qualquer alteração deve ser vista com atenção, seja na mamografia ou durante o auto exame das mamas. No entanto, nem todas são malignas (cancerígenas). O exame pode indicar também cistos, nódulos e calcificações. O ideal é, sempre que detectada uma alteração, que a paciente procure um mastologista para esclarecimento e acompanhamento.

8. O autoexame deve ser feito após o período menstrual – VERDADE

Durante a menstruação, as mamas ficam mais enrijecidas e doloridas, dificultando a identificação de eventuais lesões. O autoexame pode ser feito a partir dos 20 anos de idade, de seis a sete dias após o início do período menstrual quando a mama está menos sensível e mais flácida.

9. A mulher que retira o tumor perde a mama – MITO

A cirurgia de retirada do tumor ou de toda a mama faz parte do tratamento contra o câncer, mas a reconstrução pode e deve ser feita. Atualmente, a tendência é preservar a maior parte da mama, sempre respeitando a segurança da paciente para evitar o retorno da doença. A reconstrução, sempre que possível, acontece na sequência do procedimento cirúrgico da retirada do tumor. Existem diversas técnicas de reconstrução que podem utilizar, próteses, expansores e até mesmo a própria musculatura e pele da paciente. Hoje em dia tanto o Mastologista com o Cirurgião Plástico podem realizar estas técnicas, desde que tenham habilitação e treinamento. A reconstrução das mamas no mesmo tempo cirúrgico tem impacto direto para melhor qualidade de vida, mais integração social após o tratamento e principalmente maior adesão as etapas que sucedem a cirurgia.

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srzd



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