Clarimundo Flôres. Foto: Nicolas Renato Photography

Clarimundo Flôres

Carioca, formado em jornalismo e profundo apreciador de cerveja. Dedicou quase seus cerca de 20 anos de profissão atuando, essencialmente, nas áreas de economia e política, mas também com passagens pelo meio ambiente e de hotéis, restaurantes e gastronomia.

Bartman apresenta petisco ruim e ambientação desastrosa

Apesar de ser um bar que apresenta sempre alguma falha – não é raro que falte cerveja ou que esta não esteja gelada, falte água ou simplesmente não haja petisco – o Bartman, no Catete, nunca me despertou antipatia. Pelo contrário: acho simpático o conceito do bar, com seus bonecos de super-heróis espalhados pelo estabelecimento, o som anos 60/70/80 e a tentativa de ser uma batcaverna estilizada. Na edição do Comida Di Buteco deste ano, no entanto, o bar parece ter se enveredado de vez no erro e deixado de lado a simpatia que sempre o caracterizou.

O petisco concorrente Viagem ao Fundo do Mar (cafta de peixe servido sobre folha de endívia) é simplesmente tenebroso. O bolinho vem seco, frio e a composição com a folha de endívia, que parece ter sido colocada apenas por questão estética, torna a degustação ainda mais complicada. A endívia deixa o bolinho seco, sem sabor e tempero com um tom de azedume desagradável.

Para piorar a experiência, a cerveja estava morna e o bar, que antes apresentava uma sonoridade interessante, foi transformado numa boate, com som altíssimo e de qualidade bastante questionável. O atendimento talvez seja a única nota positiva, pois os garçons demonstravam uma sincera vontade de atender com rapidez, atenção e precisão. Mas, infelizmente, comida ruim, cerveja morna e ambientação inadequada me fez sair o quanto antes daquele lugar. Torço para que melhore.

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