Unidos de Padre Miguel será a 5ª escola a desfilar na sexta-feira de Carnaval; veja ordem da Série A

Sorteio da ordem dos desfiles da Série A para o Carnaval 2019. Foto: Max Gomes

Sorteio da ordem dos desfiles da Série A para o Carnaval 2019. Foto: Max Gomes

A Cidade do Samba foi dominada pela expectativa nesta terça-feira (6). Em um evento promovido pela Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Lierj), foi definida a ordem dos desfiles das agremiações da Série A para o Carnaval 2019. O sorteio foi realizado na área comum da Cidade do Samba, na Gamboa, no Rio de Janeiro. Veja como ficou a ordem:

Sexta-feira, 1º de março

1ª – Unidos da Ponte
2ª – Alegria da Zona Sul
3ª – Acadêmicos da Rocinha
4ª – Acadêmicos de Santa Cruz
5ª – Unidos de Padre Miguel
6ª – Inocentes de Belford Roxo
7ª – Acadêmicos do Sossego

Sábado, 2 de março

1ª – Unidos de Bangu
2ª – Renascer de Jacarepaguá
3ª – Estácio de Sá
4ª – Unidos do Porto da Pedra
5ª – Império da Tijuca
6ª – Acadêmicos do Cubango

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Antes do evento começar oficialmente, às 20h, sambas-enredo de 2018 das escolas de samba da Série A foram lembrados. O primeiro a ser ouvido na Cidade foi o da Viradouro, campeã do principal grupo de acesso neste ano. Em seguida, Milton Cunha assumiu sua posição no palco e iniciou o evento. “Vamos, hoje, começar o Carnaval 2019”, disse.

Os apresentadores Milton Cunha e Ralph Guichard, diretor de comunicação da Lierj, não deixaram o clima frio do outono carioca atrapalhar o calor do samba. A dupla, que em mais um ano trabalhou em conjunto para animar o público, aproveitou o início da festa para fazer um posicionamento político. “Apesar de [cantor] sertanejo aí achar que é coisa de bandido, o samba é cultural”, disse Ralph. “O samba define o espírito brasileiro como cultura”, completou Milton. As declarações foram feitas com base na polêmica envolvendo o cantor César Menotti.

O espaço da Cidade do Samba foi cedido pela Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa). O presidente da Liga, Jorge Castanheira, afirmou ser um orgulho abrigar as escolas da Lierj para um evento importante como o sorteio da ordem dos desfiles. “É uma satisfação, um motivo de orgulho, as escolas estarem reunidas aqui na casa que foi construída com este objetivo”, disse Castanheira.

O calor do samba na fria imprevisibilidade do sorteio

A primeira apresentação da noite foi a do grupo Art Júnior. Com aproximadamente 15 anos de carreira, o grupo entoou sambas clássicos e canções de destaque da música popular brasileira. Em seguida, Grazzi Brasil assumiu o palco. A cantora manteve o repertório de samba, porém o público esperava uma música em especial: o samba-enredo de 2018 do Paraíso do Tuiuti. A canção que emocionou diversas pessoas na Avenida pela voz de Grazzi ganhou vida novamente na Cidade do Samba. O príncipe do pagode, Reinaldo, também marcou presença e arrancou aplausos do público.

Com o fim das apresentações, chegou o momento de definir a ordem dos desfiles. Antes do sorteio, três escolas já tinham sua posição definida. A Unidos da Ponte, campeã da Série B, abrirá a sexta-feira de Carnaval; a Acadêmicos do Sossego, última colocada — mas que permaneceu no grupo — será a última escola a desfilar na sexta.; e a Unidos de Bangu, penúltima colocada em 2018, abrirá o sábado.

As outras dez escolas foram divididas em cinco chaves. Na primeira etapa do sorteio, as agremiações definiram o dia em que iriam desfilar. Na segunda, foram estabelecidas as posições. Com os horários decididos, as escolas tiveram a oportunidade de trocar de posição. No entanto, a ordem definida na sorte foi mantida.

A noite foi encerrada com ainda mais samba. A Unidos do Viradouro ficou responsável por fechar o evento com chave de ouro. Para fazer uma grande apresentação e mostrar que sua vitória na Sapucaí foi merecida, a escola levou alguns de seus principais segmentos. Além da bateria comandada por Mestre Ciça; baianas, passistas, velha guarda e o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira marcaram presença e honraram o nome da agremiação. Canções icônicas da Viradouro, como a do enredo “O Alabê de Jerusalém: A Saga de Ogundana”, foram lembradas em interpretações emocionantes de Zé Paulo.

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