‘O segmento passista é pouquíssimo valorizado’, afirma musa da Mangueira

Palestra “Performances: Bailado, Samba no Pé, Coreografia, Evolução”. Foto: Reprodução/Facebook.

Na palestra “Performances: Bailado, Samba no Pé, Coreografia, Evolução”, realizada na Universidade Federal Fluminense (UFF) como parte do seminário  “Escolas de Samba: História Pública, Saberes e Arte”, um dos temas mais debatidos foi a luta dos passistas contra os estereótipos. Presente no seminário, a musa da Mangueira Rafaela Bastos trouxe uma reflexão ao público acerca da objetificação do corpo feminino nas escolas de samba e ao preconceito com passistas masculinos que sambam de forma semelhante às mulheres.

“O segmento passista é pouquíssimo valorizado, mas é impressionante como é o segmento mais empoderado. Além disso, as alas de passistas movimentam o cenário econômico das lojas de adereços carnavalescos no período anterior aos ensaios”, afirmou Rafaela.

A palestra também teve a presença de Mestre Dionísio, André Porfiro e Renata Gonçalves – mediadora. A conversa abordou a preocupação com o quesito mestre-sala e porta-bandeira, ao evidenciar a bravura de Manoel Dionísio contra as três tentativas de extinção do julgamento dos casais. Já André Porfiro apresentou um lindo trabalho plástico com jovens de uma escola pública estadual envolvendo o desfile da São Clemente de 2015.

Apresentação do casal mirim junto de Manoel Dionísio. Foto: Pedro de Oliveira.

*colaboração ao SRzd

 

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