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O ópio invisível; não sejas um falso brilhante no Carnaval

O ópio invisível; não sejas um falso brilhante no Carnaval. Foto: Ilustrativa

Ednei Mariano traz novo texto em sua coluna no portal SRzd.

As publicações são semanais, sempre às sextas-feiras, na página principal da editoria do Carnaval de São Paulo. Leia, comente e compartilhe!

O ópio invisível; não sejas um falso brilhante no Carnaval

O povo da dança em legião caminha.

Cada um de nós traçamos a nossa trajetória, desenhamos nosso percurso, ele é constante na função em defesa da nobre arte.

Seja como mestre-sala, seja como porta-bandeira ou porta-estandarte. E também apresentador ou apoio de casais.

Cada um numa posição distinta, mas envolvido na mesma função; defender o pavilhão!

Cada um de nós é notado no terreiro do samba, e fora da entidade.

Somos referência para muitos, de acordo com o nosso proceder. Despertamos a vontade dos mais novos ingressarem na arte. As atitudes serão o norte para o bem ou para o mal. As pessoas querer seguir o melhor, imitar o que é do bem e este bem conquistamos através da postura que rege a cartilha da nossa dança.

Temos a força de agregar ou de afastar. Fazer exame de consciência sobre os nossos atos é fundamental.

A exaltação e a cobrança certamente virão.

Vaidade, arrogância, soberba, são os fios que poderão nos levar ao descrédito. Estes elementos nos rondam, diuturnamente, porque nosso meio é um universo de brilho e exaltação. Mas o falso brilhante está sempre amostra para nos embebedar e nos levar para fora da realidade.

É o ópio invisível. Sem cheiros, mas embriagador e viciante.

Quando menos se espera, caímos na cilada do descrédito e viramos presa de uma falsa realidade.

Simpatia, cordialidade, garra, estudo, devem ser normas em nossas condutas.

Serão elementos que nos levarão ao altar da nossa dança.

Com estas energias, levaremos o melhor para aqueles que nos confiaram esta árdua tarefa.

Sabemos que não é fácil. Muitas vezes temos de renunciar a nossa comodidade, enfrentar a discórdia, vencer as maledicências, a inveja, e aplacar a cobiça com atos de positividade.

E sempre, chegaremos lá!

Os maus ficam pelo caminho e o altar da dança será para os vencedores.

Cada um de vocês, iniciando, podem chegar lá e desfrutar de emoções jamais sentidas.

Venham, porque a semeadura é facultativa, mas a colheita é obrigatória.

Axé!

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