Trabalhos na Cidade do Samba só serão retomados após cumprimento de exigências

Cidade do Samba. Foto: Reprodução

Na última segunda-feira (23), o superintendente em exercício do Ministério do Trabalho no Rio, Claudio Secchin, informou que as 13 agremiações do Grupo Especial do Carnaval Carioca só poderão retomar os trabalhos na Cidade do Samba após cumprirem uma série de medidas para garantir a segurança dos funcionários.

A entrega das notificações com a listagem de todas as exigências que cada agremiação terá que executar está marcada para esta terça-feira (24). As informações são do jornal “Extra”

“Existem irregularidades na parte elétrica, no armazenamento de combustíveis, a segurança para o trabalho em altura e a proteção de maquinas e equipamentos. Tudo isso torna o ambiente muito precário para o seu funcionamento”, comentou Secchin.

Ainda segundo o superintendente, cada escola tem a sua irregularidade para ser resolvida. Mas questões estruturais como a abertura de janelas, para melhorar a circulação de ar, por exemplo, será de responsabilidade da Prefeitura do Rio.

“Também vamos notificá-los, mas nesse caso as obras poderão ser feitas com um prazo maior. Agora, a questão do chão de fábrica fica a cargo das escolas. Com a contratação, inclusive, de técnicos de segurança do trabalho”, finalizou.

Perigo de não ter Carnaval no ano que vem

O presidente da Unidos da Tijuca, Fernando Horta, disse que foi pego de surpresa com a notícia de interdição e disse que espera que a Liesa chegue rapidamente em um acordo com o Ministério do Trabalho para que esses ajustes sejam feitos.

Segundo Laíla, diretor de carnaval da Beija-Flor de Nilópolis, todos estão aflitos, porque a crise econômica já fez com que a produção deste ano começasse a atrasar. E a decisão de interromper os trabalhos das escolas está deixando o carnaval do ano que vem em perigo. Afirmando que não existe “plano B”.

O presidente da São Clemente, Renato Almeida Gomes, disse que disse que tomou conhecimento de algumas das exigências feitas pelo Ministério do Trabalho como a questão da modernização da parte elétrica dos galpões e instalação de janelas e ralos. Mas salientou que a Cidade do Samba é uma propriedade da Prefeitura do Rio e que as escolas possuem apenas a concessão do espaço.

Posição dos envolvidos:

A Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) diz não saber quais mudanças terão que ser feitas. E aguarda para receber, nesta terça-feira (25), as especificações sobre os reparos que cada escola terá que fazer.

A Prefeitura do Rio informou que só vai se pronunciar depois que for notificada pelo Ministério do Trabalho.

Em agosto, um escultor de alegorias da escola de samba São Clemente morreu dentro do galpão da agremiação. Igor Sérgio da Silva de Farias, de 21 anos, não resistiu aos ferimentos depois de levar um choque. Na época, a escola informou que Igor trabalhava na construção de uma escultura de carro alegórico quando sofreu o acidente.

*A reportagem do SRzd procurou a assessoria da LIESA mas até a publicação desta nota ainda não obteve retorno.

 

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