Mais uma entidade diz que enredo da Imperatriz desrespeita a agricultura brasileira

Imperatriz

Imperatriz

Mais uma Entidade protesta contra o enredo que a Imperatriz Leopoldinense apresentará no Carnaval de 2017 no Rio de Janeiro. A ABIMAQ (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) considera ser um desserviço a nação atribuir ao agronegócio a responsabilidade pelo desmatamento e agressão à fauna e flora.

A agremiação levará para a Marquês de Sapucaí o enredo “Xingu – O clamor que vem da floresta”, com assinatura do carnavalesco Cahe Rodrigues, que pretende passar uma mensagem de preservação e respeito por esses povos.

De acordo com o presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA), Pedro Estevão Bastos, tal menção revela total desconhecimento da legislação em vigor, das práticas agrícolas e do papel relevante do agronegócio na economia nacional.

“Essa citação é desrespeitosa com os agricultores que trabalham para alimentar o Brasil e as centenas de países que exportamos nossos excedentes agrícolas”, acrescenta o presidente executivo da ABIMAQ, José Velloso.

O presidente do Conselho de Administração da ABIMAQ, João Carlos Marchesan, destaca que a agricultura é um dos setores que mais gera emprego e riqueza para o país.

Vale lembrar que a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) publicou uma nota em seu site e em sua página oficial no Facebook repudiando o enredo.

Cahe Rodrigues, artista responsável pelo desenvolvimento do desfile, rebateu as críticas ressaltando que assumiu o desafio de apresentar muito mais que um desfile voltado à cultura e às tradições das etnias indígenas que ocupam o coração do Brasil.

Em entrevista exclusiva ao SRzd Carnaval, Cahe disse que entrar em polêmica e denegrir o agronegócio brasileiro nunca foi o objetivo da escola e sim um alerta ao uso abusivo do agrotóxico.

– Clique aqui para ler na íntegra a posição da Imperatriz sobre o assunto

Leia também:

– Hélio Rainho: ‘Uma banana para o preconceito’

Comentários

srzd