Série B 2018: Saiba tudo sobre a noite de desfiles na Intendente Magalhães

Desfile da Tradição 2018. Foto: SRzd.

Os desfiles das escolas de samba da Série B desta terça-feira (13) na estrada Intendente Magalhães, como sempre, foi recheado de histórias e fatos curiosos. Teve alegoria raspando na cabine e quase levando jurado junto. Paulo Barros de destaque. Escola desfilando ’em casa’. Crianças fazendo a festa na pista durante os intervalos. E componentes que enfrentaram maratona e passaram seis vezes pela estrada.

Além das curiosidades que a noite reservou, doze escolas apresentaram seu Carnaval em busca do acesso à Série A. Vale ressaltar a grande quantidade de enredos afro e a superação de cada agremiação que enfrentou problemas financeiros e de falta de estrutura para desfilar nesta terça.

Acadêmicos de Vigário Geral

Com o enredo “Dos tambores africanos ao Bandoneón: Tango um sentimento que se dança”, desenvolvido pelos carnavalescos Alexandre Costa, Nino Sales e Marcos do Val, a Vigário abriu os desfiles da Série B. A escola apresentou bom conjunto de fantasias e casal de mestre-sala e porta-bandeira. Apesar disso, alguns integrantes da bateria estavam sem figurino.


Unidos da Ponte

Segunda escola da noite, a Ponte apresentou o enredo “Romance de Xangô: a dança do fogo”, do carnavalesco Lucas Milato. O destaque ficou por conta da excelente passagem da bateria. O bom samba foi cantado pelos componentes. Na parte plástica, as fantasias não tiveram problemas, mas faltou acabamento nas alegorias.

Arame de Ricardo

A agremiação surpreendeu ao iniciar seu desfile com 10 minutos de atraso e precisou acelerar o passo no final. Apresentada por mestre Rodney, da Beija-Flor, a bateria do Arame passou segura, com destaque para o naipe de chocalhos. A escola defendeu o enredo “Àgbáiyè! Dos orixás renasce a vida”, de autoria de Samir Trindade e Édy Dutra e desenvolvimento do carnavalesco Bruno Rocha.

Tradição

A Tradição iniciou seu desfile sendo ovacianada pela arquibancada, uma vez que a agremiação é oriunda do bairro onde ocorrem os desfiles da Série B. Com o enredo “Sabá – Soberana da Etiópia, sedutora de Jerusalém”, a escola fez um desfile correto nos quesitos e teve como destaque um conjunto plástico luxuoso e requintado.


Em Cima da Hora

“A fascinante viagem por uma cidade em aquarela”, de Rodrigo Almeida, foi o enredo da agremiação defendido no desfile desta terça (13), quando foi a quinta a se apresentar na Intendente Magalhães. O susto ficou por conta da primeira alegoria, que raspou em duas cabines de jurados e desfilou danificada.

Unidos das Vargens

Com destaque para a bonita ala de baianas, a agremiação trouxe “Na semente de Oxum e Odè… O equilíbrio, a paz e a beleza do amor”, de autoria de Lane Santana, para a estrada Intendente Magalhães. O carnavalesco Leo Polycarpo surpreendeu e preparou um belo desfile em termos plásticos.

Unidos do Cabuçu

Com o enredo “Um reinado preto brasileiro”, desenvolvido pelo carnavalesco André Rodrigues em parceria com o enredista Willian Tadeu, a Cabuçu teve como ponto forte a parte plástica. A comissão de frente trouxe bandeiras que acabaram atrapalhando a apresentação, pois em diversos momentos enrolavam involuntariamente.

Unidos do Jacarezinho

Com o enredo “O cântico do poeta pelo amo de Euzébia”, do carnavalesco Eduardo Gonçalves, a Jacarezinho fez um bom desfile, apoiado no canto valente de sua comunidade. Vibrante, a escola apresentou uma comissão de frente com elemento surpresa, ala de passistas com bastante samba no pé e galeria de Velha Guarda com flores na mão e borrifando perfume no ar.

Lins Imperial

A Lins contagiou os presentes na Intendente Magalhães com o ótimo samba que deu o tom do enredo “Zicartola”, desenvolvido por uma comissão de Carnaval. A agremiação passou com o maior volume de canto da noite, em uma harmonia e evolução impecáveis. Vale ressaltar o bom trabalho estético e a superação da porta-bandeira, que enfrentou forte vento e, mesmo assim, manteve graça e leveza na apresentação.

Vizinha Faladeira

Homenageando o carnavalesco Paulo Barros com o enredo “O Marquês numa viagem pioneira, vê nascer um rei na Vizinha Faladeira! Paulo Barros, o DNA do Carnaval”, do carnavalesco Jean Rodrigues em parceria com o enredista David dos Santos, a agremiação divertiu o público ao lembrar os desfiles realizados pelo carnavalesco, que desfilou no abre-alas.

Acadêmicos do Engenho da Rainha

A Estácio de Sá foi a homenageada pela Engenho da Rainha durante os desfiles da Série B. Com o enredo “Deixa Falar: O que é que há? Academia do Samba, hoje, sou Estácio de Sá!”, dos carnavalescos Rodrigo Marques e Guilherme Diniz em parceria com o enredista Rogério Rodrigues, a Engenho fez um desfile com destaque para o samba interpretado por Lucas Donato, que veio vestido de leão, símbolo da escola homenageada.

União do Parque Curirica

Rebaixada da Série A no Carnaval 2017, a Curicica apostou no enredo “O reino está nu”, do carnavalesco Marcus Ferreira. A escola apresentou um belo visual, com destaque para as fantasias, exceto a da primeira porta-bandeira, que apresentou um buraco na barra da saia.

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srzd



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