CHAT FOLIA: Javali celebra a diversidade com humor e promete um espetáculo com mensagem final

Chat folia – Unidos do Parque Javali – UESM

Por Thiago Laurentino

Desfilando pelo Grupo Especial da União das Escolas de Samba de Maquete a Unidos do Parque Javali divulgou oficialmente seu enredo as vésperas do desfile. A escola carioca aposta na diversidade para este carnaval e destaca o conjunto de fantasias como ponto forte da apresentação. Acompanhe o bate papo com o presidente e carnavalesco Cleiton Almeida.

A Parque Javali, nos últimos anos, tem mantido seus enredos em segredo, só os divulgando semanas antes do desfile. Alguma razão especial para isso?
Na verdade, não é muito por vontade própria. Muita gente acha que é estratégia, mas é apenas uma consequência de acontecimentos. Este ano, por exemplo, eu estava querendo trocar o pavilhão da escola para poder fazer um cartaz de divulgação do enredo. Porém, não deu certo o projeto de troca de pavilhão, o que atrasou o cartaz e casou com um desânimo meu. Um conjunto de fatores levaram a esse “segredo”. Mas quem me perguntava o enredo, eu falava sem problemas.

Qual é o título oficial do enredo? Conte um pouquinho pra gente o que você vai abordar em 2018.
“É para todos e para todas sempre será – O Paraíso da Diversidade”. Com esse enredo a Javali pretende contar um pouco sobre como uma cultura pode arruinar outra a partir do momento em que se considera superior a esta. Tratamos dessa narrativa a partir da criação de uma fábula inspirada em recortes da história brasileira. E claro, no final há uma celebração do que a escola deseja para o futuro.

A Javali costuma apresentar seus enredos na forma de fábulas carnavalescas. Você acha que isso é uma marca autoral sua como artista ou tem a ver mais com o estilo da escola?
Particularmente, eu gosto muito dessa criação narrativa de contos, fábulas, estórias; mas não é a única solução que utilizo na construção de enredos. Uso muito na Javali porque a própria escola é um espaço fictício. O Parque Javali é uma fábula em si. Um delírio. Sem dúvida essa questão fantasiosa me atravessa como artista, mas nesse caso vejo mais como um estilo da escola.

E o que a fábula desse ano terá de diferente em relação aos enredos anteriores?
Algumas coisas são diferentes. A começar pela estrutura, que é dividida em três momentos principais ao invés de ser um acontecimento contínuo. O estilo dos personagens é outro, além também da fonte de pesquisa da história, mas os enredos se assemelham pela questão lúdica.

Em sua opinião, qual será o grande destaque da apresentação deste ano?
Acredito que as fantasias vão chamar atenção, pois estão bem legais. Mas o ponto do desfile que achei mais inusitado/divertido é uma ala cênica no último setor. Vale a pena ficar ligado nela.

Sobre materiais, o que você utilizou este ano na confecção do desfile? Algum material novo, diferente, inusitado?
Bom, os materiais não mudaram muito. A diferença é que este ano estou usando mais tecido, tanto nas fantasias quanto nas alegorias. A Javali se faz muito por sobras, descartes, reutilização.

Para terminar, o que o telespectador do carnaval de maquete pode esperar da Javali no desfile de 2018? Deixe uma mensagem para os torcedores, fãs e simpatizantes da escola.
Bom, o público pode esperar uma escola que fez o seu máximo para poder desfilar bem este ano e fazer um encerramento de ciclo digno. O desfile, a história, tem seu humor e vai provocar boas reações em quem prestar atenção. A Javali agradece pelo carinho que sempre recebe e garante um bonito espetáculo como mensagem final.

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