CHAT FOLIA: Com nova proposta de alegorias Coxa Bamba estreia no grupo Especial

Por Luciano Breitenbach

O Chat folia de hoje é com a Coxa Bamba da Rainha que promete manter a irreverência em um desfile divertido e crítico. Falando de preguiça a escola capixaba será a última a desfilar pelo grupo Especial da União das Escolas de Samba de Maquete (UESM) no dia 15 de abril. Confira a entrevista com o presidente e carnavalesco Lukas Schultheiss.

As temáticas escolhidas para os enredos da Coxa Bamba sempre são irreverentes, que já é uma marca da escola. Da onde vem a inspiração, de que forma acontecem essas escolhas?

A inspiração vem do dia a dia, tenho que fazer do meu carnaval uma maneira de me divertir e fazer os outros se divertirem. Eu tenho uma visão que já me leva para esse lado irreverente e de tentar ver o lado positivo das coisas. Então, esses temas que às vezes parecem meio doidos e muito fora da “caixinha” para a maioria, são coisas do meu dia a dia, é à minha maneira de ver o mundo e de pensar. Eu gosto muito do carnaval da brincadeira e daquele que mesmo quando nos faz pensar, que seja de maneira divertida. Ao invés de simplesmente mostrar uma realidade nua, crua e dar a cara a tapa eu prefiro bater com luva de pelica.

Coxa Bamba da Rainha enredo 2018

No lançamento do seu enredo você já havia referido que iria manter a irreverência, mas desta vez com um tom ácido e crítico. E tratando-se de um tema sobre preguiça, seria uma crítica ao brasileiro preguiçoso?

Exatamente, mas não somente. Este ano resolvi usar essa visão de irreverência que a escola já conquistou perante ao público, mas além disso trazer a parte crítica de maneira mais direta. Mostrarei tanto a parte engraçada e jocosa da preguiça do brasileiro, essas manias e jeitinhos que nos fazem conhecidos mundo afora, como também o lado negativo dessa preguiça e o que ela pode ocasionar, como a falta de pró atividade e a corrupção. Por fim, deixaremos uma pergunta para o público: vamos quebrar tudo ou será que tem conserto?

E por que a escolha de dividir o enredo em atos e não em setores como é tradicionalmente. Qual a diferença?

O nosso enredo é uma Ode à Opera, em que cada setor teremos um personagem de destaque e um tema novo a ser contado. Então, a divisão em atos e não em setores é simplesmente uma brincadeira com a nomenclatura utilizada nas óperas e obras teatrais. Em momento algum quero fazer como tentou a Beija-flor de Nilópolis, organizando cenas e encenações. Teremos algumas coreografias específicas em determinadas alegorias ou no meio de alas, mas nada que seja algo de outro mundo ou uma invenção proposta pela escola.

Mas teremos alguma invenção ou surpresa que possa nos adiantar?

Eu diria até que o carnaval desde ano será bem clássico, mas clássico no estilo da Coxa Bamba. As alegorias estão completamente diferentes do que eu costumo fazer e se transformarão em verdadeiros cenários para a história que será contada. Há uma ousadia maior neste ano, tanto nos formatos quanto nos acabamentos.  

E a Coxa Bamba continuará utilizando materiais alternativos e reciclagem no seu carnaval?

Sim. O abre alas, por exemplo, é 95% feito de papel. Já as fantasias algumas são feitas inteiramente de papel, outras feitas de retalho de tecido, plástico e de materiais carnavalescos. Tem uma fantasia feita completamente de linha. Dá muito mais trabalho, mas já estou até especializado em trabalhar com barracão pobre, transformando as coisas em algo bonito.

Teremos então uma Coxa Bamba de muitas novidades?

Sim. Uma das coisas que me deixa feliz é que elementos que eu tentei trazer para os desfiles nos anos anteriores e não tinha conseguido, dessa vez eu consegui, como por exemplo uma ala inteira de cadeirantes, o que me dá muito orgulho, sem contar o significado da fantasia que me emociona e tem muito a ver com a transição que eu estou vivendo e que, por consequência, a escola de maquete também está vivendo.

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E o samba que voltará a ser inédito e foi escolhido por um concurso, já foi gravado?

Essa é uma outra novidade. Será a primeira vez na história do carnaval de maquete que um samba escolhido através de concurso vai ser levado para a avenida. Foram 9 participantes, sendo que o samba vencedor foi do Cláudio Bardelli Júnior. Ele está sendo gravado em estúdio e também vai ter uma versão em “CD”, esse que virá com um esquenta e vários sambas de roda que remetem a personagens preguiçosos. Creio que vai ser um diferencial a mais para o divertido desfile que estamos preparando.

Este ano é a estreia da Coxa Bamba no Grupo Especial. Mesmo sendo jovem é uma escola querida por muitos. Qual a expectativa, o que os admiradores e torcedores podem esperar?

Esses dias eu estava me perguntado sobre isso. Será que a expectativa das pessoas vai aumentar porque a Coxa está no grupo Especial ou será que o fato dela ter se mantido no mesmo estilo nos dois primeiros anos faz com que essa expectativa diminua? Uma coisa é certa, a abertura da escola será, talvez, impensável para quem acompanha a escola nesses últimos anos. Então, como eu já disse anteriormente a Coxa é o meu momento de diversão, de brincar de carnaval, eu não me preocupo com essas expectativas. Claro que não quero desagradar aos torcedores e o público que espera um grande desfile, mas isso vai ser consequência do trabalho e não uma obrigação.

 

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