Presidente do STF sobre rever prisão antecipada: ‘não me submeto a pressão’

Presidente do STF, Cármen Lúcia. Foto: José Cruz – Agência Brasil

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, disse nesta terça-feira (13), em São Paulo, que “não se submete a pressões”, ao ser questionada sobre a ação de políticos em relação à tramitação de processos em segunda instância.

A declaração foi dada durante o encontro “Mulheres no Poder: A Questão do Gênero na Justiça Brasileira”, promovido pelo jornal Folha de São Paulo. Enquanto Cármen Lúcia foi aplaudida, uma mulher da plateia gritou “Lula na cadeia”.

Também participaram a ministra da Advogacia Geral da União (AGU), Grace Mendonça, e a ministra do Supremo Tribunal Militar (STM), Maria Elizabeth Rocha.

Em relação às críticas feitas pela presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, contra o STF, a ministra  reagiu dizendo que sempre lutou pela democracia e que todos têm o direito de se manifestar, porque, caso não pensasse dessa maneira, estaria contrariando o que sempre defendeu: a liberdade de expressão.

“Lutei a minha vida inteira pela liberdade de expressão e pela democracia; não é agora que, quando sou o sujeito que recebe a crítica, que eu iria mudar” disse. Segundo a presidente do STF, “as críticas às vezes mais contundentes, às vezes mais ácidas” resultam dessa luta democrática.

Sobre a decisão desta segunda-feira (12) do ministro Luís Roberto Barroso, do STF, sobre o indulto de Natal, a ministra Cármem Lúcia disse que – por uma questão ética por ser parte votante no processo – não poderia se pronunciar.

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