Ação do Ministério Público acusa Crivella de usar escolas para fins religiosos

Marcelo Crivella. Foto: Reprodução de Internet

Marcelo Crivella. Foto: Reprodução de Internet

O Ministério Público do Rio de Janeiro moveu uma ação civil pública contra o prefeito do Rio Marcelo Crivella. O prefeito, do partido PRB, está sendo notificado por improbidade administrativa. Entre as acusações está o uso de escolas públicas municipais para a promoção da Igreja Universal do Reino de Deus, instituição da qual Crivella também faz parte.

A acusação foi feita com base em denúncias de diretoras dos Centros Integrados de Educação Pública (CIEPs) Ministro Gustavo Capanema, na Maré, e Escola Municipal Joaquim Abílio Borges, no bairro Humaitá. De acordo com os depoimentos, pastores da Igreja Universal entraram com pedidos para utilizar o espaço escolar em ‘ações sociais’ da Igreja.

Os eventos promovidos pela Universal incluíram exames médicos, cuidados estéticos, massagens de shiatsu e assistência espiritual. As escolas foram decoradas com banners da Igreja Universal e panfletos com temática religiosa foram distribuídos nos locais.

Além deste caso específico, a ação civil pública, movida pela promotora Gláucia Santana, da 5ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva da Cidadania, menciona outras situações que o prefeito do Rio teria violado o estado laico. Foram listados casos como o censo religioso na Guarda Municipal; a concessão de títulos de utilidade pública para igrejas; além da mais recente reunião secreta com líderes religiosos realizada no Palácio do Planalto, revelada pelo O Globo.

Políticos pedem impeachment de Crivella

O primeiro pedido de impeachment contra Marcelo Crivella foi protocolado na última segunda-feira (09). O responsável pelo pedido foi o  vereador Átila Nunes, do MDB/RJ. Dentre os diversos motivos listados, estão os privilégios dados por Crivella aos membros da Igreja Universal. O segundo pedido foi realizado por políticos do partido PSOL.

Após a oposição conseguir 17 assinaturas para interromper o recesso de julho, a Câmara Municipal do Rio de Janeiro convocou uma sessão extraordinária para esta quinta-feira (12), com intuito de analisar a admissibilidade dos pedidos contra Marcelo Crivella.

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