Paulo Guedes é investigado por fraude com fundos de pensão, diz jornal

Paulo Guedes. Foto: Divulgação

Paulo Guedes. Foto: Divulgação

O economista Paulo Guedes, que será ministro da Fazenda caso Jair Bolsonaro do PSL vença a eleição presidencial, é investigado pelo Ministério Público Federal por suspeita de fraudes em negócios com fundos de pensão de estatais.

O órgão aponta existirem indícios de associação de Guedes com diretores e gestores de fundos de pensão, ligados ao PT e ao MDB, com o objetivo de cometer “crimes de gestão fraudulenta ou temerária de instituições financeiras e emissão e negociação de títulos sem lastro ou garantias”. A informação foi divulgada pelo jornal “Folha de São Paulo”.

Ao longo de seis anos, o economista captou ao menos 1 bilhão de reais, de entidades como Previ (Banco do Brasil), Petros (Petrobras), Funcef (Caixa), Postalis (Correios) e BNDESPar, braço de investimentos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Segundo as investigações, os negócios foram feitos pela BR Educacional Gestora de Ativos, que pertence ao economista. Ela lançou dois fundos de investimentos que receberam, das entidades das estatais, 1 bilhão de reais em seis anos. Parte do dinheiro das negociações foi injetada na HSM Educacional SA., controlada por Guedes, ainda segundo o jornal.

A investigação apura se Guedes teria cometido crime por gestão fraudulenta ou temerária, por suposta emissão de títulos sem lastro ou garantias ao negociar, obter e investir recursos desses fundos. A apuração foi instaurada pela força-tarefa da Operação Greenfield, que investiga pagamentos de propina em fundos de pensão.

Em nota, a HSM declarou que Paulo Guedes jamais foi sócio ou controlador da empresa e que também não houve prejuízo no investimento do fundo citado pelo jornal.

Comentários




mais notícias

    gl