Família de ex-PM investigado por morte de Marielle tem sofrido ameaças, diz advogado

Marielle Franco. Foto: Reprodução/Facebook

Marielle Franco. Foto: Reprodução/Facebook

A família do ex-policial militar Orlando Oliveira Araújo tem sido vítima de ameaças, segundo relatos do advogado Renato Darlan em entrevista coletiva realizada na última terça-feira (15). Renato, que defende o ex-PM, compartilhou também que pediu a transferência de seu cliente para outra carceragem com intenção de protegê-lo.

A entrevista coletiva foi cedida com a participação da mulher de Orlando, que pediu para não ser identificada. Ela afirmou que teve de sair de casa com sua família e que está impossibilitada de trabalhar. De acordo com o advogado, as ameaças também se estendem ao ex-PM. Renato declarou que Orlando sofreu uma tentativa de envenenamento e, por isso, está há dias sem comer. “Um carcereiro revelou a ele que ofereceram R$ 1 milhão para envenenar a comida”, comentou. Desta forma, o advogado entrou com pedido de transferência da Penitenciária Laércio da Costa Pelegrino (Bangu 1) para a Divisão Antissequestro (DAS). Renato afirmou, ainda, que seu cliente sofreu ameaças de Giniton Lages, titular da Divisão de Homicídios da Polícia Civil do Rio. Por conta disso, o advogado também entrou com pedido de afastamento do oficial.

Conhecido pelo apelido de Orlando de Curicica, o ex-policial militar foi acusado por uma testemunha, que teve sua identidade protegida, como um dos mandantes da morte de Marielle Franco. A testemunha também acusou o vereador Marcello Siciliano (PHS). Quando recebeu a acusação, Orlando, apontado como membro de uma milícia da zona oeste do Rio, já estava preso preventivamente por suposto envolvimento em outros crimes.

Orlando tem um depoimento marcado com a Polícia Civil e com o Ministério Público para esta quarta-feira (16). De acordo com o advogado, as declarações que serão dadas pelo ex-PM provam que ele não esteve envolvido com o assassinato de Marielle. “Eles estão embuchando esse crime para o Orlando porque a pressão para resolvê-lo está insuportável”, justificou Renato.

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