Aécio: R$ 50 milhões de propina via academia Bodytech de Aciolly e Huck, diz PGR; Empresário nega

Aécio Neves e Alexandre Accioly. Foto: Reprodução Rede Social

Aécio Neves e Alexandre Accioly. Foto: Reprodução Rede Social

O blogueiro Fernando Brito, em seu Tijolaço, informa que “O Globo publicou matéria de Bela Megale e Tiago Herdy informando que a Procuradoria Geral da República tem indícios de que Aécio Neves recebei R$ 50 milhões – R$ 30 milhões da Odebrecht e R$ 20 milhões da Andrade Gutierrez – para fazer lobby pelas empreiteiras na contratação das obras de construção da Usina de Belo Monte, da qual a estatal mineira, a Cemig, é sócia.

O dinheiro teria sido pago pela Odebrecht em Cingapura, através de uma offshore pertencente ao empresário Alexandre Aciolly e pela Andrade Gutierrez aqui mesmo, pela empresa Aalu Participações, que é dona da rede de academias Bodytech, onde ele é sócio de Luiz Urquiza, João Paulo Diniz e Luciano Huck.

Alexandre Accioly e Luciano Huck. Foto: Redes Sociais
Alexandre Accioly e Luciano Huck. Foto: Redes Sociais

Acciolly, ouvido pelo jornal, nega que o recebimento seja propina e o atribui a “um investimento” da empreiteira na sua empresa, da qual seria sócia. A Andrade Gutierrez rebate, dizendo que foi uma “opção de compra” de ações, não concretizada e hoje sem valor, usada como cobertura para o repasse.

O fato é que o dinheiro existiu e há comprovação de seus movimentos.

No caso da Odebrecht, o ex-executivo Henrique Valladares diz que o acerto foi feito pessoalmente entre Aécio Neves e Marcelo Odebrecht, no início de 2008, durante encontro de ambos no Palácio das Mangabeiras, sede do governo mineiro.

A turma da balada e da night de Aécio está em polvorosa, porque tem mais gente “boa” metida nos negócios da Boodytech”.

Nota de Esclarecimento

Em comunicado assinado pelo empresário, enviado ao SRzd, a assessoria de Alexandre Accioly dá sua versão para o caso e nega qualquer irregularidade:

É com alívio que recebo a informação de que finalmente a Odebrecht apresentou documento de transferência bancária acerca de conta cuja titularidade é atribuída a mim em Cingapura.

Afirmo com serenidade que ficará cabalmente comprovado, conforme já explicado, que não sou nem nunca fui titular ou beneficiário de conta ou estrutura financeira em Cingapura.

De forma mais ampla, reafirmo que nunca recebi depósito em favor de terceiros em conta alguma no Brasil, em Cingapura ou outra localidade.

A respeito da citada delação de executivo da Andrade Gutierrez, tenho a informar que a Safira Participações Ltda., empresa do grupo Andrade Gutierrez, tornou-se acionista minoritária da Quatro/A (razão social AALU Participações e Investimentos S/A) mediante aporte de R$ 35 milhões em 2010.

A AALU é uma holding de investimentos e participações que tem como acionistas Luiz Urquiza e eu. Foi constituída com o propósito de atrair investidores para fazer frente às necessidades de capital das empresas investidas à época, ocasião em que o Brasil vivia forte expansão econômica e era preciso acelerar o crescimento das empresas subsidiárias e controladas.

A Safira permanece como acionista da Quatro/A desde então.

O ativo correspondente ao investimento realizado apresentou, em 2010, receita de R$ 113 milhões e empregava então 1,7 mil funcionários. No ano passado, conforme balanço publicado e auditado, a receita foi de R$ 393 milhões e contabilizava cerca de 5 mil funcionários.

Os recursos aportados pela Safira foram integralmente investidos na sociedade, que jamais distribuiu dividendos desde sua constituição, tendo em vista que sempre foram e continuam a ser também integralmente reinvestidos na companhia.

Vale ressaltar que não há correspondência entre os valores investidos na sociedade, de R$ 35 milhões, e os R$ 20 milhões mencionados pelos delatores.

Nem a Quatro/A nem quaisquer de suas empresas investidas efetuou doação ou pagamento eleitoral para quem quer que seja.

Todos os atos societários que envolvem a Quatro/A se encontram fartamente amparados por documentos comprobatórios.

Acrescente-se que, meses antes do referido aporte da Safira, no mesmo ano de 2010, a Quatro/A e outros acionistas, em sentido inverso, realizaram a aquisição da Marina Porto Real, em Angra dos Reis, então propriedade da Andrade Gutierrez.

As parcerias realizadas com a Andrade Gutierrez envolvem não apenas vínculo de caráter negocial, mas também de ordem afetiva e foram sempre motivo de orgulho.

Alexandre Accioly

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